quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Perder pessoas que amamos...

Não há forma correta de tratar. Com frieza? Com emoção? Fácil é falar, é aconselhar, é tentar consolar quem perdeu alguém. Seja para sempre ou um sempre temporário. É bonito falar de saudade, mas não encontramos beleza quando a temos no peito, oprimindo a vida que há pela frente. Andando por aí, conversando com várias pessoas, as opiniões discorrem variadamente. Há quem diga que prefira partir com toda a família, de uma vez, para não sentir saudades. Há ainda, pessoas que preferem que os pais deixem este mundo antes de si. Difícil julgar, mais ainda explicar. Nesse caso, é difícil até entender. Por que saudade é um sentimento que dói, corrói, e se sente, lá no fundo.
É um sentimento que machuca. Por que às vezes, a dor é para sempre; principalmente de quem já não está mais entre nós. O amor permanece, as lembranças ficam vivas na memória, e a presença, mesmo na ausência, fica viva.
É uma situação complicada, principalmente quando se trata de morte. Prá mim, uma palavra simples, mas com consequências eternas para quem fica vivo.
“Não é fácil abrir mão de ninguém, muito menos ‘prá sempre’. E quando se trata de pais e filhos... Mas o tempo sara, ficam a saudade e as lembranças”. Desconheço o autor dessa frase, mas é assim. Talvez conforte pensar, que o “prá sempre, sempre acaba”, quando nós também acabamos nossa jornada. Mas isso, é claro, é bem mais fácil quando é na teoria.
E quando uma pessoa vai embora, mesmo que temporariamente? Quando vai viajar, e voltará depois de muito tempo. A saudade é a mesma? Outra pergunta na vida, sem resposta. Quem não passou por um, não sabe do outro. Difícil mesmo, é sentir a falta. É pensar na pessoa e ela já não estar ao seu lado, é não compartilhar fisicamente do sorriso, do abraço, do afago, ou da simples palavra de carinho.
A ausência, por si só, já não é agradável. Não adianta lamentar, depois que quem amamos já foi, para sempre ou não. Não resolve chorar a dor da partida. A dor, não delibera a volta, não melhora nem conforta o sentimento. (In)felizmente. Não é simples conviver com a perda; é memorável assumir e lavar a alma, toda vez que necessário. Mas o depois, é só o depois. E o “se”, não resolve se a partida já partiu a sua vida em dois, se a partida é para sempre, ou se a partida, vai ser um sempre temporário. O importante mesmo é valorizar em tempo, em vida, a cada dia, a cada oportunidade. Pai, mãe, avô, avó, irmãos, primos, tios, qualquer pessoa importante. Não deixe o “eu te amo” para amanhã. Aproveite o agora o pouco tempo que existe. Ele é suficiente para não gerar a dor. O depois é expectativa, e isso vem com o tempo. Tempo que pode não ser mais o necessário, nem o tempo que se anseia. De uma coisa, eu tenho certeza. A saudade, essa sim, é para sempre.

“Dê valor às pessoas enquanto elas estão por perto. Saudade não será motivo o suficiente para que elas voltem”.
(Autor Desconhecido)

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